Obra do artista plástico Pedro Barateiro exposta
29ª Bienal de Arte de São Paulo - 2010
Muito me intriga o engessamento das salas de aula em plena evolução tecnológica, em tempo de busca de rompimentos de limites e liberdade de expressão. Percebe-se muito claramente uma opção por um método de ensino , baseado em aulas expositivas, onde uma só pessoa que domina o conteúdo a ser ministrado, assume o papel de detentor da inteligência e comanda a sala de aula com a autoridade de um superior sobre seus subordinados. A prática de manter enfileirados os educandos, como produtos em prateleiras de supermercado, retrata a visão retrógrada e retalhadora das Instituições de Ensino.
O momento de aprendizagem deveria ser também prazeroso, lúdico, descontraído, instigante, tanto para o educando como para o educador. Isso, na maioria das vezes, se torna impossível diante do modelo utilizado. Não se vêem olhos mas sim nucas! Não existe troca de experiências nem interação entre os educandos. São 40 cabeças pensantes, corpos em desenvolvimento, idéias surgindo e tudo isso presos a uma cadeira durante 5 intermináveis horas. Não quero aqui apontar a culpa para essa ou aquela parte desse processo. Desejo apenas refletir sobre o verdadeiro papel do educador na história de nossas crianças e conscientizá-los de que devemos mover o mundo para que ao sairem da escola possam enfretar a vida seguros de que poderão fazer a diferença nesse país tão carente de pessoas autênticas e atuantes. Eu sugiro que se faça mais rodas de bate papo. Mais dinâmicas. Mais atividades externas. Transforme o educando em ator do seu próprio aprendizado. Mostre à todos que você pode ensinar e eles podem aprender fora desse modelo enrijecido, onde o professor é o dono da verdade e o educando mero expectador. Busque aprimoramento, leia mais, se informe da atualidade e nunca aceite a ideia de que já sabe o suficiente.
Surpreenda seu aluno e deixe que ele surpreenda você!!!
Colaboração: Demian Gerin
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